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As pessoas devem protagonizar a comunicação

Saber produzir conteúdo é mandatório para marcas estabelecerem conversas com seus consumidores

As marcas vivem um momento em que, para criar conexões reais, têm de deixar de ser o centro das narrativas que criam para dar lugar às pessoas. “Sempre acreditamos que as pessoas deviam ser as protagonistas da comunicação, não as marcas”, afirma Gabriela Hunnicutt, CEO e fundadora da agência Bold.

Há dez anos, a Bold nasceu de uma necessidade: a de marcas gerarem conteúdo próprio. Gabriela era diretora de criação na AgênciaClick (atual Isobar) para a conta da FIAT. Era um cliente que, segundo ela, exigia constante inovação e começava a pedir um volume significativo de conteúdo proprietário. Mas não havia no mercado quem entregasse esse conteúdo da forma ideal.

“Tentei trabalhar com editoras, mas o conteúdo não tinha a linguagem da marca, não falava com seu público. Então, pensei: se não existe um player de conteúdo que entenda de marca, faço eu”, diz a CEO.

Hoje, saber produzir conteúdo é mandatório para marcas estabelecerem conversas com seus consumidores. Seja dentro de casa ou com parceiros, como publishers e influenciadores, cujas vozes têm ajudado marcas a criar pontes entre o branding e a realidade dos públicos.

Mas, por identificar que existe uma necessidade de alinhamento maior de discurso com esses porta-vozes, foi criado o Bold Influenciadores, o novo pilar de atuação da agência.

“A unidade de negócio traz para dentro de casa a seleção e gestão de embaixadores de marcas”, diz Gabriela. “Isso faz sentido porque conseguimos garantir que as entregas estejam alinhadas com a estratégia e conseguimos controlar melhor a mensuração dos resultados”, afirma.

Para Gabriela, não há mais barreiras entre o digital e o mundo físico quando se pensa em comunicação. “Isso porque a jornada dos consumidores não é mais linear. Eles estão em vários lugares ao mesmo tempo, e as agências precisam colocar as marcas onde eles estão.”

Esse entendimento fez com que a Bold fosse capaz de se adaptar aos diversos meios para produzir conteúdo, segundo Gabriela. “Como uma agência nativa digital, para nós, essa transformação foi suave e natural. Para nós, é muito natural criar para o cinema, por exemplo, se é lá o melhor lugar para falar com nosso consumidor. Hoje nos posicionamos como uma agência que coloca as marcas onde as pessoas estão.”